segunda-feira, 4 de abril de 2011

Em meus sonhos...

Polyana Pimenta

Quando adormeço
Sinto o tempo parar
Vejo razão no caminhar
Descanso
E te vejo

Abraços fortes
Perfumes no ar
Deslumbre, pensamento
Calor, Paixão
Desejar

Suspiros, gemidos
Seus beijos
Intimidade segura
Liberdade obscura
Segredos

Passos rápidos
Ao relento
Voando alto
Na direção do vento
Aconchego nas nuvens

Fria e macia
Encantadora e Voraz
À Lua Vazia
A órbita dos sonhos
Lhe atrai

Assim vago imprecisa
Coração a pulsar
Encontrando-te em
Cada esquina
Reluzente a bailar.

Natal, 04/04/2011.

sábado, 13 de novembro de 2010

O que não será revelado

Impublicável
O sentimento rebelado
Impublicável
O desejo ignorado
Impublicável
Essa solidão tão bem acompanhada

Sobejo
Essa é a palavra
Derramada sem medida
Impublicável
Tanta melodia
De uma vida vazia

Impublicável
O inimaginável
Revelado
Sem qualquer pudor
Esgotado
De tanto fugir

Perplexidade
Impublicável
Indesejável
Inacreditável
Feridas
Imperdoável

Vergonha
Sem culpa
Razão insegura
Peito inflado
Impublicável
Tal teatro

Impublicável
É saber assim
Palavra sem força
Intenções disfarçadas
Covardia reforçada
Última vez, enfim.

Natal, 13 de Novembro de 2010.

Polyana Pimenta.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Amor Verdadeiro

Vou escrever hoje sobre o amor romântico, único, pleno e realizado, que é o amor do meu Avô pela minha Avó. Reinaldo Fernades Pimenta Filho, caraubense, como seus filhos, tinha veia poética e gostava muito de escrever. Meu avô, hoje já em outro plano, foi um exemplo de homem, de pai e de cristão como poucos. Minha avó, Gisélia, hoje com 96 anos de idade, teve a benção de casar, àquela época, com quem amou e escolheu para ser seu companheiro por toda a vida. Meu avô morreu nos braços de sua amada, que cuidou dele até o fim com muita dedicação. E ainda jovem, escreveu o soneto que transcrevo a seguir, dedicado à sua esposa e único amor.

PRIMEIRO AMOR

Encontrei-te um dia meiga e pura
Com o teu porte belo e encantador
No teu rosto eu vi tanta candura
Teus olhos tinham um brilho sedutor.

Vendo-te assim com tanta formosura
Tanto encantamento e mágico primor
Senti n'alma, oh! meiga criatura
Toda emoção de um primeiro amor.

E desde então amo-te com toda lealdade,
Em ti depositei a minha felicidade,
E por ti consagro um afeto verdadeiro.

Sem ti não quero viver, oh! querida...
Farei tudo para seres minha toda vida
Porque foste tu o meu amor primeiro.

Reinaldo Fernandes Pimenta Filho.


domingo, 31 de outubro de 2010

Se Eu...

Polyana Pimenta

Despetalando
Minhas lágrimas
Em puro linho
Vou ao chão

Procuro desatino
Pontos brilhantes
Vago sozinho
Na escuridão

Amasso
Meus sentimentos
Engulo palavras
Entranho opinião

Pilo convicções
Navego
Em altas nuvens
Conforto-me em vão

Desertifico
Sem luar
Corro sem cansar
Nem tempo para viver

Se eu já não tenho
Nem os sonhos
Que revelei
Sem saber

Se eu não vejo
Mais o brilho
Que se achegava
Ao amanhecer

Se eu já não adormeço
Ao balanço
Que me fez
Entorpecer

Fecho os olhos
E não me canso
De sonhar
De esquecer

Natal, 31 de Outubro de 2010.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

MAIS QUE PROFUNDO

Polyana Pimenta

Que fazes
Ó dor
Que não te aguento
Lamento
Tormento

Que ira
Mostraste
No meu sonhar
É pulsante
Fervente

Esqueço-te
Não dura
Segundo voraz
Repulsa
Renúncia

Penetra
A alma
E faz esquentar
Entranhas
Silêncio

Aconchego
O inflamado
Beijo soprado
Reflexo
Perplexo

Natal, 25 de Setembro de 2010.


domingo, 8 de agosto de 2010

AMARGAR

Polyana Pimenta

Afasta-se de mim
Imensidão
Desvia-te de uma vez
Do meu viver

Liberta-me, enfim
Do teu resplandecer
Deixa-me o afago
Da solidão

Desencontram-se
Os fiéis desta balança
Espalha-se ao vento
A dor e o fel

Sufoca-me, então
O exalar das horas
Paraliza-me novamente
O pulsar, o silêncio...

Mingue, ó Lua
Escondam-se Estrelas
Achegue-se lentamente
Escuridão

É este o teu poço
Lugar cativo
Coração reprimido
Repleto de desgosto.

Natal, 08/08/2010.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

SOFIA

Sonhando
Pela primeira vez te vi
Sonhando
Teu doce nome
Pronunciei

Foi em sonho
Que te conheci
E daquela Noite
Suas feições
Gravei

És suave
Serena
Sorriso
Plano de Deus
No nosso viver

Vidas Passadas
Não sei dizer
Mas promessa
E profecia
É você

Filha amada
Olhar tão claro
Beijos estalados
Cachinhos dourados
Abraço apertado

Ainda na barriga
Seu irmão
A ti cantava
Alecrim dourado
E você se animava

Hoje somos quatro
Um só coração
A pulsar e a amar
A todos
Que amigos são

Sofia
Você é um encanto
No seu aniversário
Muitas bençãos
Pra você eu sonho

Que Jesus
Te proteja sempre
E o amor seja abundante
Que amigos lhe sejam leais
E a felicidade gigante.

Te amo.

Natal, 01 de Julho de 2010.
02 anos de minha Sofia.
Polyana Pimenta.